Hoje deparei-me com a tentativa falhada de um que em tempos foi o meu blog e talvez porque acabei de ler o Why do Simon Sinek comecei a pensar no porquê da sua existência.
Concluí que escrever não está em mim, não é algo que considere executar com perfeição e muito menos uma necessidade. É uma forma de aliviar o meu medo, o meu medo de esquecer! A memória é tudo menos infinita. É selectiva, distorcida e altamente influenciável com o presente que condiciona o futuro. É engraçado como estas três realidades que teimamos compartimentar como se de água e ácido se tratasse, se mesclam de forma tão imperceptível que quase parecem a santíssima trindade.
A memória é engraçada, contamos com ela para tudo. Seja para a lista de compras, seja para sentimentos, pessoas, situações sem as quais nós não seríamos nós. A memória, as nossas memórias, a nossa memória faz de nós quem somos, quem achamos que somos e quem um dia vamos ser.
A minha memória não é de confiança. Tende a alterar os factos, a ser parcial e a não guardar os pequenos momentos. A vida, a minha vida é feita desses pequenos momentos que acontecem todos os dias .
E assim se põe a questão, vou viver uma vida que não vou recordar? Talvez não... se só eu soubesse como escrever...
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